“Enquanto eu longe de ti
Ando, perdida de zelos,
Afogam-se outros olhares
Nas ondas dos teus cabelos.
(…)
Adivinhar o mistério
Da tua alma quem me dera!
Tens nos olhos o outono,
Nos lábios a primavera...”
(Florbela Espanca)
Gota serena de delicadeza. Alma profunda e repleta dos mais fascinantes mistérios, intangíveis. Amor que dá saudade, gentileza que enternece. Voluptuosa e cativante. Minha razão para ainda amar.
Sou o seu segredo. Sou o seu clamor impetuoso e também o seu sonhar, pois lá é que me faço presente. Ali procurarei seus olhos esfíngicos, seus lábios feitos a pincel de qualquer divindade caprichosa; minha mais delirante inspiração, a mais inatingível aspiração.
Meu mais belo contentamento, você é a força que completa a minha alma. A razão que me aviva, a insanidade que me liberta. Saudade que vem enamorada e dolorida.
Dançará, enfm, em todos os sonhos que na memória eu puder preservar, reminiscentes, aqueles que velarei em vigília para que não desapareçam ao findarem-se as antemanhãs. Meu amor, minha melodia noturna… Nada lhe peço! Nasceu para ser livre…

5 gota(s) de chuva:
Porra, meu velho, fazia tanto tempo que não vinha aqui apreciar a riqueza dos teus escritos. E pelo que vi ela continua inabalável, tocante, repleta de romantismo, lirismo, profundidade. Não pare com essa tua arte, meu velho... aquele abraço pra ti!
Esse é o loner...
Parabéns! lindo texto, como sempre!
:**
Tham
Saudade de te ver escrevendo...
Sei que estas de volta a um tempo, mas só hoje pude vir por aqui...
Vi que não perdeu o jeito, nem a intensidade... Creio que também não a melancolia...
Lindo texto! Mas não acho que ser livre quer dizer não amar...
Beijos
A liberdade é tão inexistente, tão grande, que quando danamos a procurá-la viramos escravos de suas garras.
Amei seu texto. AMEI!
Vc é chato demais Aliomar Neto!
:*
Li os poemas de Florbela pela primeira vez há uns 3 anos atrás. Gosto muito. Assim como gostei muito dos seus poemas, sutilmente profundos. Parabéns;
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