segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

All alone...

Depois de longos meses de recesso, aqui estou novamente à mesa da loja de conveniência do posto, a minha cerveja e eu. Percebo agora o quanto senti saudades deste lugar, e da inspiração para escrever crônicas que ele me proporciona.

Enquanto escrevo, observo a lua crescente iluminando o céu azul marinho de fim de crepúsculo. O movimento incessante dos carros apressados, voltando com seus donos para suas casas, em suas rotinas monótonas, para então abraçarem suas esposas e esquecerem do dia vertiginoso que tiveram.

O som dos veículos, das pessoas, da televisão... Tudo passa silenciosamente pela minha percepção, ao passo que vou concluindo cada linha, cada gole de etanol, impenetrável no meu exílio.

Oh! Lamentável... Em breve terei que sair novamente, para juntar-me à multidão que se aglomerará em suas fileiras, silenciosa, para mais um dia do ciclo, para mais algumas horas a pensar num idealizado futuro. Mas em breve poderei voltar, estarei finalmente sentado à minha cadeira de plástico, para contemplar todo esse mundo aí fora, de dentro do meu, na companhia daquela moça chamada Solidão...

2 gota(s) de chuva:

Marcela disse...

Aaaai Neto... vc e sua solidão povoada. Linda, mas triste, chega a me apertar o peito.
Beijo

Kari disse...

Ah não! Ela de novo não!

Engraçado é que, quando li uma crônica tua pela primeira vez, tinha chegado da faculdade, e, no caminho tem uma loja de conveniência. E, desde então, sempre que leio, te imagino sentado lá, olhando a rua e tomando tua cerveja...

Linda crônica! Ainda triste, mas tocante!!!!!!!

Beijão